Do Angels have sex?



Shiu… keep quiet. I don’t want to awake you. I exist only in your dreams; well I am your only true dream. I guess you can call me an Angel. Yes, that’s what I am, an Angel. I am here to comfort you, only you. Isn’t it funny, how God send is perfect creation to protect one of is favorite, yet unperfected child?



You must not be scared! My purpose here is to ease your restless and troubled soul. Don’t you feel comfort in my blue eyes, my smooth snow white skin, in my curly blond hair? Or is it ebony skin and muscled body? I am here to fulfil your deepest and secret desires. I am here to give you God’s love. One condition: you have to ask me for it, because god gave me no specific instructions.



Yes, huge me tenderly. Stronger now! Feel what I have to offer, in His name. Do angels have sex? No. That is why we want it. And we call it Love. We have a lot of love to give, and you are the one that was chosen. Well, God is giving you the opportunity, wetter you profit it or not, it is up to you.



Wonderful things can result from our union, don’t you think? My perfection added to your devotion. Imagine it! We will not create a God or a Superman. It will be more than that, it will be a creature, an identity above everything know to menkind. We could creat something beyond our wildest dreams… we could create a new emotion, a new sensation.



Thank you! That was the softer kiss an Angel ever received. So pure, so full of crude emotion! Thank you, for accepting my invitation. Now relax, and enjoy it. At the end you feel as God itself. You will know that He exist throughout my Love.

Thought byBoabdil at 16:21 0 humans wrote something  

Este é ano dos blogs!

Mais do que um aumento exponencial destes, eu espero que exista uma definição de quais se vão manter, e quais os vão perecer por força do desgaste que provocam nos seus criadores, “forçados” a actualiza-los com alguma frequência. Claro que se não forem actualizados caem no esquecimento e como tal, morrem espiritualmente.



Esta moda dos blogs, à qual eu obviamente aderi, faz-me lembrar a moda das páginas pessoas que aconteceu á uns anos atrás. Nessa altura muita gente meteu na Internet a fotografia dos gatinhos, da sogra (nua e com 2 mulatos a refresca-la), os seus hobbies, etc… tudo informações de reconhecida utilidade publica. Claro que alguns criaram páginas, que não deixando de ser pessoais, tinham objectivos definidos. Já reparam em páginas dedicadas à fotografia, ou a um determinado pintor, artista, banda musical, etc. Estas foram as que sobreviveram. Estas são as que merecem estar vivas. Embora por vezes o design e a funcionalidade não sejam os melhores, quem nunca encontrou a capa daquele álbum especial para usar com fundo do desktop? Ou a letra daquela musica? Ou até sites que são repositórios de links sobre um determinado assunto? Naqueles momentos vislumbrou-se o poderia ser a democracia utópica1 toda gente poderia ter um local onde poderia falar o que bem lhe apetecesse, e quem não gostava poderia muito bem passar ao site seguinte à distancia de um clique. E isto foi apenas o primeiro passo….



Mais ou menos em simultâneo aparecem os chats, ou salas de conversação. Isto sim! Um local de trocas de ideias sem qualquer interferência, onde uma opinião vale por si, e não pelo background, ou falta dele, de quem a profere. Sem rostos, sem identidades, sem objectivos, que não o da discussão pelo prazer da argumentação, o el dourado de todos o que queriam falar e não tinham voz. PURA MENTIRA! Os chats são um antro de falta de ideias e ideais, onde só existem 2 objectivos: engatar ou ofender gratuitamente.



E agora chegaram os blogs. Com um grau de interactividade que os primeiros sites não permitiam, eu afirmo: a antiguidade grega rejuvenesceu! A Democracia está de volta! E não adianta dizerem que quem escreve num blog é elitista! Claro que é! se estás a ler isto também pertences a uma elite… um pequeno nº de pessoas com acesso à Internet. E na antiguidade grega nem toda a gente tinha os mesmos direitos. Havia os cidadãos (membros), as mulheres e os escravos. Para poder ter um blog hoje em dia, basta saber ler e escrever, e ter acesso regular à Internet! Não estamos a melhorar?

E a diversidade de blogs continua a espantar-me dia após dia. Há os que são poço mais do que páginas dedicadas a um determinado assunto (por exemplo literatura), os de sátira (O Gil deve estar a dar voltas na campa desejando estar vivo agora), critica politica social, os que são desabafos pessoais, tratados de filosofia, e os que tem tudo. Mas acima de tudo todos eles reflectem a liberdade de cada escrever o que bem entende sem grilhetas, e mais, de o dar a conhecer a quem possa estar interessado.



Numa altura em que os debates são passam de exercícios de oratória (no pior sentido da palavra), onde se esgrimem egos, onde posições politicas são confundidas com interesses pessoais, quando os ideais políticos e sociais são substituídos por partidos de direita e de esquerda (ou seja, estado liberal vs estado paternalista), pode ser que os blogs sejam salvação de algumas gerações interessadas pelo nos rodeia, mas sem vós num sistema politico que vive para ele próprio.

Não que alguns blogs não sofram dos mesmo pecados que eu referi. Existem alguns que são puros exercícios de narcisismo provinciano, mas tem esse direito. E quem não gosta, que não leia! É muito mais fácil escolher 4 ou 5 blogs de referência (e não de reverência) que mudar de canal de TV alternando novelas com o Sexy Hot e a Sportv.

E mesmo o blogs aparentemente mais levezinhos, escondem uma crítica social mordaz. E por falar em “o meu pipi” não me parece que resista por mais este ano.



Tal como há alguns milénios atrás podemos reunirmos numa assembleia e discutir sem mordaças, excepto as que nos impomos a nós próprios, com a vantagem de que não passamos de ideias reais, num mundo virtual. Sempre é melhor que sermos pessoas sem ideias num real.

Thought byBoabdil at 19:05 0 humans wrote something  

Mais uma vez a questão da musica portuguesa…



Vou imaginar que sou legislador (não tentem isto em casa, eu sou um profissional – ou louco - não interessa) e que tenho em mãos a tarefa de criar uma lei que regulamente a passagem de música portuguesa, para começar, na rádio. Nada de novo, existem leis em Portugal (que não é cumprida pela generalidede das rádios de âmbito nacional), na Espanha, e na França pelo menos, com o objectivo de proteger a música nacional enquanto forma de expressão cultural de um povo.



Eu por norma desconfio de todas as leis que queiram proteger uma actividade, “cultural” ou não, por razões de interesse nacional. Isto porque na maior parte dos casos as actividades protegidas geram dinheiro, logo, alguém vai lucrar e não estou só a falar do estado que irá arrecadar impostos dos lucros resultantes da actividade. Como se sabe, em Portugal, proteger uma actividade significa à partida um descontozinho nos impostos. Ficamos todos a arder excepto os tais que são protegidos (ou quem lucra com eles). Digam que sou de direita se quiserem, eu não gosto é de fazer de parvo.



A música como qualquer outra actividade “cultural” gera muito dinheiro, mas o meu 1º ministro disse, pá, é chato ir contra a tuas ideias, mas arranja uma leizita que os cale, que nos faça ganhar dinheiro e votos, e se puderes (mas não te esforces muito) que seja boa para o país.

Bem, se tenho que defender a música portuguesa porque ela é parte da identidade do país e não como a actividade económica que é (é o principio que baseia esta lei), tenho de excluir da lei toda a musica que seja cantada noutra língua que não o português e o mirandês. E não tenho de seguir qualquer critério de qualidade, sempre discutível, atirando para o “lixo” (deixando de fora da lei) bandas como Blind Zero e Silence 4. se a sua qualidade é inegável, não prestação um serviço publico à língua portuguesa. Obviamente Agáta, Mónica Sintra, Excesso (parte I e II) tem de ser incluídos. Resumindo, nesta situação, as rádios que são livres de passar o que querem (e muito bem) e o que o seu público-alvo quer (previamente educado pela própria estação de rádio) desde que passem, por exemplo, 40% de música cantada em português ou instumental tocada por portugueses. Claro que o português não è apenas falado Portugal, e atendendo que “a minha pátria é o português” (é mais ou menos assim, e acho que foi dito pelo Jorge Amado), contaria para a estatística musica cabo-verdiana, brasileira, guineense, angolana, moçambicana, macaense timorense, e até a nelly furtado tem lugar, desde que seja em PORTUGUÊS.

Independentemente do valor 40%, parece-me que esta seria a solução mais pragmática para resolver a questão, afinal o que é música portuguesa? (post termómetro da semana passada). Já os estou a ouvir a berrar, perdão, a cantar, os excluídos. Porque não é baseada em critérios de qualidade. Pois não. E quê? Life’s a bitch (perdoem-me o inglês, trad: a vida é fodida). Cantem em português, quem tem criatividade para escrever em inglês, também a terá para o fazer em português. É mais fácil em inglês? Pois, os ouvintes não estão tão atentos às banalidades que são cantadas, é mais fácil de de dizer amor em inglês, segundo os clã. Assim vamos vender menos, dizem os do Pop-Rock, pois os do pimba já escrevem em português à muitos anos. Mas quem vou ouve e grava, perdão mais uma vez, e compra os Álbuns, não vai certamente passar a ouvir Santamaria.



Um pequeno exercício de memória. Quais foram os álbuns portugueses mais vendidos, e os artistas que mais venderam, na ultima década? Estão recordados? Vou dar uma ajuda. Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, Delfins (blagh), Xutos e Pontapés, Silence 4, Paulo Gonzo, Marco Paulo, Tony Carreira, Ágata, The Gift, Clã, Sérgio Godinho… pesquisem e vejam se encontram por lá estes e outros. Mas aproveitem e vejam na vossa lista quantos destes cantam em português e quantos cantam em inglês. Mesmo vendo pelo prisma comercial não terei dúvidas em afirmar que a musica portuguesa cantada em português vende, e vende muito, e que apenas esporadicamente surgem, de entre muitos, valores seguros, em termos comercias e criativos noutras línguas.



Uma nota para a Antena 2. Esta rádio é especializada em música clássica e terei de abrir uma excepção (e eu detesto as excepções às leis) assumindo que Mozart, Chopin.... já fazem parte da cultura universal. E para as rádios locais, que certamente serão das poucas que cumprem a lei já existente, embora a musica seja de qualidade duvidosa.



Para terminar vou justificar os 40% (até 60%). Eu quero a lingua portuguesa tenha espaço, mas não posso deixar que o publico deixe de ter acesso generalizado a musica em outras linguas, não tardava nada estavamos a ouvir As pedras rolantes ou As portas, Riscas Brancas, Robinho Guilherme, tal como acontece em Espanha. E nós sabemos o jeito que os espanhóis têm para falar inglês (ou português)

Thought byBoabdil at 08:31 0 humans wrote something  

Playing solitaire with captain Canguru



Enquanto jogava solitário comigo próprio, como convém, deparei-me com a necessidade de tomar uma decisão: 2 reis e apenas um espaço. Tiro o rei do monte, libertando assim uma carta escondida, ou tiro o rei do baralho, ficando com uma carta também desonhecida? Independentmente da minha opção, sei que esta decisão, é irreversível (é o solitário do windows) e irá alterar por complemento o rumo do jogo. E pior, não sei se alguma das opções é melhor que a outra, se alguma me irá permitir finalizar o jogo. Pensando bem, também podem ser igualmente boas as 2 opções.



Também isto acontece na nossa vida. Tomamos decisões sem pensar que a nossa vida, mesmo que não mude, será diferente em 2 realidades alternativas. E não vale a pena ficcionar acerca das opções, pois só irá atrasar a decisão, porque o futuro é sempre uma incógnita. Isto é apenas uma banalidade, e se pensar antes de agir evita muitas chatices, também não é menos verdade que quando agimos espontaneamente as boas surpresas teimam em surgir. Pelo menos são surpresas.



Não sigo também o modelo americanóide dos filmes, onde entre sair de casa agora ou daqui a 5 minutos, poderá estar a diferença de conhecer a mulher dos nossos sonhos, ou sermos mordidos pelo bulldog do vizinho gay. Falo de coisas tão superfulas como estas, mas com muito mais importância. Um exemplo, um miúdo de 10 anos tem a possibilidade de entrar para um clube de futebol como ocupação de tempos livres, ou de ir para um grupo de escuteiros. Nada mais banal, podia ser ballet, artes marciais, ou vender droga.



Na realidade, ele ao tomar uma decisão destas estará a mudar definitivamente a sua vida, e muito provavelmente a sua personalidade. No mínimo, o seu grupo de amigos será diferente, logo os seus interesses serão mudados, a música que ouve, os locais que frequenta. Mais… será lógico pensar que quando tiver de escolher uma turma na escola, ou as diciplinas de opção/agrupamentos, ele escolha aquele(a) onde estarão os seus amigos. Pode não fazer diferença nenhuma… mas o provável é que faça. ainda por cima estou a referir a um periodo de vida onde a personalidade è mais fortemente moldade, e quando a maioria dos miúdos é mais influenciável pelo grupo de amigos



Caminhando pela vida do garoto, agora já com uns pelos na cara, temos a escolha da universidade/curso… nesta parte todos nós pensamos. Bem, muitos já sabem o que querem e onde querem, outros, os pais já sabem por eles. E alguns estão limitados aquilo que deixaram de fazer no ensino secundário. E será que ele completou o 12º ano? E não estará ele apaixonado, e limita as opções em função das da namorada (ou vice-versa)? Não seria o 1º nem o último. E não podemos esquecer que todas estas decisões, ou a possibilidade de as tomar, já estão impregnadas com o aroma o sabor do saibro ou com o aroma dos pinheiros. Nenhuma decisão é melhor ou pior que a outra, a diferença, esta na nossa capacidade intrinsica de adaptação e de saber aproveitar ao máximo aquilo que escolhemos, ou alguém escolheu por nós. E mais importante, saltar fora no momento em que o comboio abranda. A dor e as nódoas desaparecem facilmente. Ou não.



Esta é a inevitabilidade da nossa vida, tomar decisões e ter de viver segundo elas, sempre sem pensar no que poderia ter sido se… bem, se a minha avó tivesse rodas era um tractor agrícola.



Escolhi o rei do monte. Perdi o jogo.

Thought byBoabdil at 14:09 0 humans wrote something  

Para ti M.



Sento-me pela segunda vez a lutar com este teclado…desta vez é diferente. Já não estou furioso com todos…agora é só comigo.



Lembro-me como se a imagem daqueles momentos tivessem ficado marcados na minha retina. As imagens são ferros quentes que me marcaram como um criador de gado marca as crias – estas são minhas. As imagens são minhas e fui eu me marquei, ou não! Não sei muito quem foi o autor desta pintura tão marcante, mas sei que tenho de escrever sobre ela para que ela se esbata, e permita a visão de outras coisas… outros momentos que fiquem marcados, e mais tarde tenha de os apagar. Apagar? Não eles estão lá sempre, uma marca de nascença, marcas que vão nascendo e ficando.



Estávamos em frente ao ecrã de cinema. Tão grande. A imitação da vida, que a vida que já imita, torna-se maior que a nossa vida, substitui nossa vivência. Sítios onde já precisamos de ir, amores impossíveis que já não precisamos de sofrer, e que não sofreríamos de qualquer forma. Encosto-me ao seu ombro, suavemente, uma pena a repousar no fim de uma longa viagem. E olho para o ecrã mais uma vez. As imagens que passam, são banais e banalizam a nossa vida. Banais porque as vemos repetidas vezes sem conta, em ecrãs diferentes é certo, e também com rostos diferentes, mas as expressões destes rostos todos não mudam. Fazem-me lembrara as mascaras de Carnaval vendidas em série a uma série de crianças indistintas, que mais parecidas ficam. Mascaras que pretendem simular emoções e apenas nos tornam mais iguais, mas desta vez com expressões de borracha.



Beijam-me dois amantes após uma série de encontros e desencontros… acho que vivem felizes para sempre. Para sempre?!?!? Que sempre é este? É o tempo que dura o beijo? É o resto do filme? Ou será que se consegue prolongar para lá da tela, na vida real? A vida é bela, e vivemos estupidamente felizes, estupidificados por nós próprios… buscamos a estupidificação de cada vez que procuramos produtos para sermos mais iguais aos outros enquanto nos cremos diferentes.



A mão dela..tão suave… passa no meu rosto, não consigo… a raiva, que me consome…raiva! Medo! Impotência… não sei. Não sei se te amo ou não. Sei que já amei nem que por breves instantes. Mas agora… agora não sei… gostava que ela me dissesse, que a sua mão fosse o fio condutor do seu pensamento e que este se me revela-se… uma aparição divina tão terrena.

Sinto a sua respiração mais ofegante, sinto a sua vontade de se mover na minha direcção. Não faças isso, grito de boca fechada, com o olhar suplicante. Olha-me com os seus olhos grandes, brilhantes, um ecrã muito mais bonito e com mais para revelar. A respiração dela já bate de encontro ao meu rosto, mais forte, mais…indefinida… por favor dá-me um sinal, aquele que faltou durante tanto tempo. Sempre esperas-te que fosse eu a dar o primeiro passo, tão forte e decidida que és para tudo e tão hesitante em relação a mim.



Revelas piedade no teu olhar... quem ama não quer piedade, e eu não sei se te amo. O teu peito encostado ao meu ombro acompanha a tua respiração ofegante, quente, sensual. Quem ama não busca apenas a luxúria, esta vem como um bónus, e eu não sei se te amo.



Inclinou-se para me beijar, o beijo que tanto desejo, o beijo da estupidificação final. Do final feliz, do herói inútil que fica com a mulher atraente. Mas eu não te quero beijar. Isso acabou. Somos diferentes. A ti o filme inspirou o beijo. A mim a repulsa, do beijo, dos filmes…. de ti. Sim de ti. És um deles, queres um final feliz. Isso não existe, percebi-o graças a ti. Ficarei seco e cínico, mas sei que os finais felizes não existem. Por detrás de cada final feliz existe alguém que ficou a chorar por ti, por mim. Ficamos nós.



Sei-o agora, mas quando virei a cara ao desejo dela não sabia. Estávamos a ser observados. Mais soube que ele tinha morrido, e precisamente naquela sala de cinema, foi deixado ali sozinho abandonado, pelos espectadores que viram nele apenas um velho que deixara adormecer durante um filme “tão bom”. Enganaram-se, embora ele já tivesse visto aquele filme muitas vezes, durante a sua vida, com outros rostos mas as mesmas emoções, não adormeceu. Morreu ao saber que estava impotente para me curar.

Thought byBoabdil at 14:07 0 humans wrote something  

Hoje acordei com uma erecção!



Estranho… nem sequer sonhei. Aliás, tenho dúvidas se teria sequer dormido. O coreu-me ir à casa de banho urinar… o corpo humano tem destas coisas, eo meu não melhor nem pior que os restantes. Mas não passou… esta não era um vulgar “tesão do mijo”. Olhei para ela, tão majestosa, e quis mantê-la por muito tempo. Não que tenha dificuldade em manter, ou ter, erecções, mas esta era especial. Não tinha dedicatória, não era originada por ninguém… uma verdadeira cidadã do mundo. Tinha uma vida própria, sentia o seu pulsar contra o tecido… queria sair e mostrar-se orgulhosa ao mundo, como um belo exemplar da força da natureza. A força da natureza.



Esta erecção procurava, e merecia ter morrido na doce fatiga de um campo de batalha, um Jesus crucificado, que depois de morto repousa na gruta embrulhado numa mortalha perfumada. Mas nada aconteceu…



E a erecção definhou resiganda pela ausência de motivo que a justifica-se, triste por ser apenas um breve fogacho que poderia ter sido vida, triste por não ter tido finalidade alguma, excepto ter existido. Merecia ter morrido com dignidade, morte triste de um soldado com potencial para ser General, decidir a vida e a morte, tomar decisões.



Não morreu em pé como as árvores, caiu como uma folha.

Thought byBoabdil at 16:09 0 humans wrote something  

Já passou...

Já é dia 2 de janeiro de 2004, e sobrevivi á passagem de ano, com as tradicionais palmadinhas nas costas, o alcóol nas mais diversas formas, etc.

Já hoje me perguntaram como correu o ano.... bem. Ainda estou vivo não perdi nenhuma parte do corpo, não cumpri nenhum dos objectivos deliniados no ano passado... enfim, 2003 foi sucesso.

E 2004? Bem, não fiz planos, nem promessas. Aliás, ainda nem pensei nisso! E também não vou pensar.

Mas comecei por deitar abaixo algumas das pequenas convenções sociais e de boa educação. Bem foi só uma e alguns vão deitar as mãos à cabeça... eu bebi Champagne (notem que está escrito em francês, logo não é espumante das caves do tarolho) por um copo de água de castelo... e não satisfeito (a sede apertou), bebi directamente da garrafa (a olho).

Foi a assim que comecei o ano.... deprimente?de modo algum fi-lo conscientemente. As coisas tem o valor que cada um lhe atribui, e eu tenho mais respeito por uma bela vodka do que por vinho branco com borbulhas, que os campónios teimam em sobrevalorizar.

Mas consegui muito em 2003. consegui ser eu proprio, consegui escrever neste blog, consegui manter a minha sanidade mental (quase) intacta.

Não festejei 2004. ele está ái independentemente do que tenah feito ou deixado de fazer. Este ano não me pertence, tal como não me pertence nenhum. Aliás, o ano chinês ainda não começou! No fim de contas as divisões temporais são úteis do ponto de vista prático mas não devem ter um tal poder sobre nós que possam influenciar o nosso estado de espirito, as nossas ideias as nossas convições, enfim nada daquilo que nos pertence,é pessoal e intransmissivel.



Eu voltarei....

Thought byBoabdil at 07:45 0 humans wrote something